Sobral recebe 9ª Bienal Internacional de Dança

 A abertura da 9ª Bienal Internacional de Dança do Ceará, em Sobral, será nesta quinta-feira (17), às 19h, num palco montado em frente o Theatro São João. Sobral é uma das oito cidades cearenses, que recebem os espetáculos de dança contemporânea, dança de rua, balé clássico e moderno; palestras e conversas com coreógrafos; mostras de vídeo e fotografia.

Pela primeira vez a Edisca apresenta fora de Fortaleza o espetáculo "Paideia - A criação das crianças". A montagem estreou em 2012, com inspiração na cultura grega antiga no que concerne ao conceito filosófico da educação: do corpo, do intelecto, da emoção e do espírito. É metalinguagem – dança como narrativa de si própria, antevendo o processo educativo intrínseco que sustenta os corpos em movimento e expressão. A diretora da Edisca, Dora Andrade, que é também a diretora geral do espetáculo, será homenageada na solenidade de abertura em Sobral. 



Sexta-feira 18/10, às 20h
Espetáculo - “ParaBach”
Cia de Dança de Paracuru - CE


Paracuru, em tupi: lagartos do mar. Litoral oeste do Ceará, cidade de jovens bailarinos que iniciaram seu percurso artístico pela dança de salão. Uma dança transmitida pelos pais ao coreógrafo Claudio Bernardo, cearense radicado na Bélgica há mais de 20 anos. Do encontro entre estes cearenses, surge Parabach, que transita entre a corporeidade nordestina brasileira e a sonoridade europeia através das composições de Bach. Um encontro para dançar.  



Sábado 19/10, às 20h
Espetáculo - “Bagaceira,
cana e engenho”
Cia. Vatá - CE


Uma obra inspirada na cultura popular nordestina, tendo como mote a poesia de Ascenso Ferreira e Patativa do Assaré, que transitam pelo sertão nordestino com humor e ludicidade. Reunindo música, dança e poesia, este espetáculo mistura danca contemporânea, sapateado e danças brincantes provindas do universo tradicional do Brasil, entre cocos, maracatus, sambas e lamentos.



Domingo 20/10, às 20h
Espetáculo - “Cajuína”
Alysson Amancio - CE


Um olhar da dança sobre a Região do Cariri, no sul do Ceará, esta obra referencia-se em memórias como o cheiro de chuva em janeiro, o sol quente de setembro, as cores do reisado, as luzes das velas nas procissões, a doida Amaral, a música das cabaças, os benditos das lapinhas, família reunida nas refeições, o gosto de cajuína gelada com sequilho em dia de renovação e, ainda, nas boates, samba, amores e dores que se vive pelos mundos. Estreia mundial no Festival Memminger Meile (Alemanha).